A doença renal crônica (DRC) é classificada em estágios para ajudar a entender o quanto os rins ainda conseguem funcionar e o risco de a doença piorar ao longo do tempo.

Essa classificação é usada no mundo todo e leva em conta principalmente dois fatores:

  1. A taxa de filtração glomerular estimada (eGFR) – calculada através do exame da creatinina no sangue, que mostra o quanto os rins conseguem filtrar o sangue.
  2. A presença de proteína na urina (albuminúria) – que indica lesão nos rins, mesmo quando a filtração ainda parece boa.

Estágios da doença renal, de acordo com a função dos rins (eGFR)

  • Estágio 1 (G1):
    Função renal normal ou quase normal (90% ou mais), com evidência de lesão renal (como proteína na urina ou alteração da estrutura dos rins)
  • Estágio 2 (G2):
    Leve redução da função dos rins (60–89%), com evidência de lesão renal.
  • Estágio 3A (G3a):
    Redução moderada da função renal (45–59%).
  • Estágio 3B (G3b):
    Redução moderada a importante da função renal (30–44%).
  • Estágio 4 (G4):
    Função renal bastante reduzida (15–29%). Nesta fase, é fundamental acompanhamento especializado.

Estágio 5 (G5):
Função renal muito baixa (menos de 15%). É chamado de insuficiência renal avançada, quando pode ser necessário diálise ou transplante.

Classificação da proteína na urina (albuminúria)

Mesmo que a função dos rins esteja preservada, a presença de proteína na urina é um sinal de alerta:

  • A1 (< 30 mg/g): normal ou discretamente aumentada
  • A2 (30–300 mg/g): moderadamente aumentada
  • A3 (> 300 mg/g): muito aumentada (maior risco de progressão da doença)

Por que essa classificação é importante?

À medida que a doença renal avança, aumentam os riscos de:

  • Problemas cardiovasculares (como infarto e AVC)
  • Piora progressiva da função dos rins
  • Necessidade futura de diálise ou transplante

Além disso, ter proteína na urina, mesmo com exames de sangue aparentemente normais, já indica maior risco e necessidade de tratamento precoce.

Identificar corretamente o estágio da doença ajuda o médico a:

  • Definir a frequência de acompanhamento
  • Ajustar medicamentos com segurança
  • Adotar medidas para retardar a progressão da doença e evitar complicações

🔎 Importante: a doença renal muitas vezes não causa sintomas nas fases iniciais. Por isso, exames simples de sangue e urina podem fazer toda a diferença.

👉 Se você tem diabetes, hipertensão, histórico familiar de doença renal ou alterações nos exames, procure avaliação especializada.
📅 Agende sua consulta e cuide da saúde dos seus rins desde cedo.

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